Cães e gatos no verão: cuidados essenciais para os dias de calor
O calor do verão também afeta cães e gatos, e de forma mais intensa do que muitas vezes se imagina. Como não transpiram como as pessoas, têm mais dificuldade em arrefecer o corpo e podem sofrer desidratação, queimaduras nas patas ou um golpe de calor em pouco tempo. Algumas mudanças simples na rotina chegam para que os animais atravessem os dias quentes com conforto e em segurança.
Como os cães e gatos lidam com o calor
Os cães têm glândulas sudoríparas quase só nas almofadas das patas, por isso dependem sobretudo da respiração ofegante para libertar calor. Os gatos lambem o pelo, procuram superfícies frescas e reduzem a atividade. Estes mecanismos são limitados, e alguns animais correm mais riscos:
- raças de focinho achatado, como buldogues, pugs ou gatos persas;
- animais idosos, cachorros e gatinhos;
- animais com excesso de peso ou com doenças cardíacas ou respiratórias;
- cães de pelo muito denso ou escuro.
Água e alimentação nos dias quentes
Com o calor, a necessidade de água aumenta. Como referência geral, um cão ou gato saudável precisa de cerca de 50 ml de água por quilo de peso por dia, e mais em dias quentes ou após exercício. Para ajudar:
- espalhar dois ou três recipientes com água fresca pela casa e pelo quintal, sempre à sombra;
- mudar a água pelo menos duas vezes por dia e lavar os recipientes diariamente;
- nos gatos, que bebem pouco, oferecer parte da alimentação em ração húmida e experimentar fontes de água corrente;
- levar sempre uma garrafa de água e um recipiente dobrável nos passeios;
- dar a refeição principal nas horas mais frescas do dia.
Passeios, patas e exposição ao sol
O asfalto e a calçada podem atingir temperaturas capazes de queimar as almofadas das patas, sobretudo entre as 11h e as 17h. Um teste simples consiste em pousar as costas da mão no chão durante 7 segundos: se for desconfortável, também é para o animal.
- fazer os passeios ao início da manhã e ao fim do dia, preferindo relva e caminhos de terra;
- encurtar os passeios e evitar corridas ou brincadeiras intensas nos dias de maior calor;
- garantir que há sempre sombra disponível, em casa e no exterior;
- em animais de pelo claro ou com zonas de pele rosada, como o focinho e as orelhas, perguntar ao veterinário por um protetor solar próprio para animais. Os protetores para pessoas não devem ser usados, porque alguns ingredientes são tóxicos se forem lambidos;
- não rapar totalmente o pelo: uma tosquia moderada pode ajudar em algumas raças, mas o pelo também protege do sol.
Praia, piscina e viagens de carro
As regras sobre a presença de cães nas praias variam consoante o local e a época balnear, por isso convém informar-se antes de sair. Quando for permitido, levar água doce, procurar sombra e evitar que o cão beba água do mar ou passe muitas horas na areia quente.
Na piscina, nem todos os cães sabem nadar bem. Supervisionar sempre, ensinar o animal a encontrar a saída e não o deixar beber a água tratada. Depois do banho, passar por água limpa para retirar o cloro e secar bem as orelhas, para prevenir otites.
Nunca deixar um animal sozinho dentro de um carro, nem por poucos minutos e mesmo com as janelas entreabertas. Num dia de sol, a temperatura no interior de um veículo sobe muito depressa e pode ser fatal. Nas viagens, usar o ar condicionado, fazer paragens regulares e oferecer água.
Sinais de alerta e parasitas
O golpe de calor é uma emergência. Os sinais mais comuns são respiração muito ofegante, salivação excessiva, gengivas muito vermelhas ou arroxeadas, fraqueza, cambalear, vómitos ou desmaio. Se surgirem:
- levar o animal de imediato para um local fresco e à sombra;
- molhar o corpo com água fresca, não gelada, sobretudo patas, barriga e pescoço;
- oferecer pequenas quantidades de água, sem forçar;
- contactar o veterinário ou ir a uma clínica com urgência, mesmo que o animal pareça melhorar.
O calor favorece também pulgas, carraças e mosquitos, que podem transmitir doenças. Manter em dia a desparasitação e as vacinas, seguindo o plano indicado pelo veterinário, e verificar o pelo após passeios em zonas com vegetação.
Em resumo
No verão, os cães e gatos precisam de água fresca sempre disponível, sombra, passeios nas horas mais frescas e proteção para as patas e a pele. Evitar o carro fechado, vigiar os banhos de piscina e reconhecer cedo os sinais de golpe de calor pode salvar a vida do animal. Este artigo é informativo e não substitui o aconselhamento de um médico veterinário.